ME DÁ LICENÇA - © KARIN HUECK

ESTÁ NA HORA DA LICENÇA PARENTAL

No começo, havia a licença maternidade. E a gente viu que era bom. Uma mulher que está fabricando e depois vai expelir uma pessoa novinha em folha precisa de um período de repouso mesmo. As primeira licenças maternidade - ainda sem remuneração, mas com a garantia de que a mãe pudesse voltar ao emprego depois de um tempo em casa - surgiram na Europa ainda na virada do século XIX.

 

Depois veio a licença paternidade. “Veio” talvez seja um exagero, já que na maior parte dos países ela ainda não existe. A ideia era garantir uma folga do trabalho para os novos papais conhecerem a prole. Geralmente, a licença paternidade é curta, coisa de poucos dias, e não foi pensada para incluir os homens nos cuidados dos filhos.

 

Por fim, surgiu a licença parental. A Suécia foi o primeiro país, em 1974, a fazer uma minúscula alteração na lei, e transformar a licença maternidade em uma licença unissex. Há mais de 40 anos, o país escandinavo deu a mães e pais a possibilidade de escolherem qual dos dois vai se afastar do trabalho e por quanto tempo. Essa pequena mudança foi aos poucos se espalhando ao redor do mundo e é chamada de “licença parental”: uma política pública para as famílias que tem resultados positivos para a economia, as mulheres, os homens - e os filhos que eles botam no mundo. 

 

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